quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SARAU DO ÚLTIMO SÁBADO 25 de SETEMBRO

Muita alegria e descontração no Sarau PERIFATIVIDADE, todos lendo poesias de sua preferência, rolou muita música com nossos parceiros da banda BIGBANG 59, mandando o melhor do Ska, Reggae, além da presença sempre presente do Rap e frestyle com Vinão alôbrasil e Silvão e é isso aí o movimento continua. Esta é a 2° Edição e virão muito mais para alegria da comunidade no Cingapura Jd. Climax. Lugar onde está se construindo a consciência cultural, um novo ponto de cultura, arte, debate e atividades produtivas. Valeu a todos que chegaram e participaram, fazendo-se colaboradores ativos do movimento. AXÉ À TODOS NÓS....


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domingo, 26 de setembro de 2010

Eu queria ser um sábio

Eu queria ser um sábio

Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para
viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II

Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo
da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.

III

Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.

Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.

Nós sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.

http://www.culturabrasil.pro.br/brechtantologia.htm#aos

domingo, 19 de setembro de 2010

Alienação a paulistana

Deixaram-nos embriagados

Com tanta desinformação

O bombardeio de coisas fúteis

Deixam todos em estado de alienação

Deixaram-nos a mercê

De uma ignorância abominável

Sucateou-se o ensino público

E deixam todos em estado lastimável

Deixaram-nos entender

Apenas o que queriam

Que cultura é sexo explicito em batidas martelantes,

assistir novelinhas e os jogos de futebol nas quartas-feiras

é o que temos de mais importante.

Deixaram-nos entorpecidos

Com várias drogas sem sentido

Deixam a todos completamente viciados

Por comprar algo, consumindo o desnecessário

Deixaram-nos apreensivos

Pela quantidade de despreparados, que colocam nas ruas

E saem dizendo que é investimento na segurança pública.

E desse tal investimento aumenta-se os homicídios,

Cometidos por bandidos que batem no peito de suas fardas exclamando:

- Eu sou o Estado!

E disso saem impunes, pois quem os julga é a própria instituição, que herdeira dos anos de chumbo, demonstra que ainda vivemos em uma injusta Ditadura.

Deixaram-nos nós paulistanos

E todos os agregados de outros estados

Desse Brasil/Nação, legítimos conformados

Desafortunados, conservadores

Daquilo que não temos, mas pagamos

A esse lucrativo Estado chamado São Paulo.

Deixaram-nos atônitos

Com a tal expansão do metrô

E o investimento bilionário

Vistos em propagandas do mercado publicitário.

Em uma obra que deveria ter saído do papel há 30 anos,

Mas os tributos que por nós foram pagos,

Fora usado para outras prioridades “estatais” particulares.

Desses mesmos, que a massa paulistana sempre votou e vira no poder, por duas décadas.

É o que preferem ter.

Enfim deixaram-nos assim: burros, limitados, atrofiados, aplaudindo o PSDB.

O povo elege o governante que merece

Este mesmo povo que dá valor ao superficial e acham que com isso se identificam com a elite que sempre os governou.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Intervenções Culturais de domingo










Com o parceiro e mestre Fininho, o primeiro domingo de aulas de capoeira no Cingapura Jd. Climax. Com essa soma o movimento que se inicia, surge como alternativa para o desenvolvimento da comunidade e acima de tudo das crianças que serão o foco essencial para o levante cultural...
Todo domingo a partir das 16hs.

é só o começo da luta... estamos juntos!!!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Estado das Praças

Caminho pelas praças.

Próximo da onde resido,

a caminho de casa

Playground, passatempo...

Por um momento,

lembro-me da diversão

que fazíamos em outros tempos.

Mas há coisas, que tanto...

Mas tanto me desagrada,

é ver o acúmulo de lixo

e o mínimo de verde

de forma abandonada,

Papéis, plásticos, entulhos,

bitucas, pneus e outros bagulhos

As praças não são dos aposentados.

Não são das crianças.

Muito menos de cidadão bem intencionado.

As praças não são de lazer,

nem dos namorados, nem dos amigos

são dos enquadros por se entorpecer.

São as praças da condição humana

deplorável, pouco ou nada apreciável,

são grandes, pequenas

quantas são as praças?

Que a sub-prefeitura não zela,

não cuida, não faz nada.

São depósitos de caçambas

que despejam ilegalmente

sua sujeira, suas artimanhas.

São praças de nós,

os verdadeiros e grandes culpados.

De deixá-las assim

nesse péssimo estado.

São praças de moradia de ratos,

nojentos insetos, que transmitem doenças

nesse imenso mato.

Isso por não tomarmos consciência,

de que zelar pelas praças,

é zelar pelo nosso espaço.

Espaço abandonado,

por nós, pelo município, pelo estado.

Estado autoritário.

Que se preocupa mais em

colocar mais Polícia nas ruas,

deixando a educação de lado.

E o resultado!

Um povo desinformado e acuado,

sem nenhum senso ambiental.

Uma comunidade que não preserva o pouco verde,

que ainda temos.

Agindo de maneira irracional.

Onde ontem crianças brincavam,

hoje as mesmas crianças,

lotam os postos de saúde

por pegarem tétano nos

brinquedos enferrujados.

Isso por não tomarmos consciência,

de que zelar pelas praças,

é zelar pelos nossos espaços.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Da noite sonhada




Quem me dera

Ter nascido

E não morrido

De desgosto

De tal nascimento

Que em meu nascer

Morreria eu,

Não suportando

Tal esquecimento

De cada sonho

Que viva ou reviva

De toda morte

Da noite sonhada

Com encantamento

De aurora eternizada