domingo, 8 de fevereiro de 2015

Alucinação


Minha alucinação,
É suportar o dia a dia
Como o autor da divina comédia humana
Sabiamente já dizia.
Angustia que suporto
Assistindo as artroses
Do desgoverno de sua base aliada.
Do pulmão que causam as tosses.
Tuberculoso na falha de aceitar a esmola.
Com mão que aperta a do opressor.
E que omite sua falta de amor.
Vulneráveis seres da vulnerabilidade.
Que ao baixar nossas cabeças
Escondemos nossas habilidades.
E escrevemos...
Na ponta do lápis,
Na tinta da caneta
Que seja nossa válvula de escape.
Antes que possamos explodir
E mandar tudo para os ares.
Que seja essa palavra
Ora escrita
Ora falada.
Na oralidade de uma experiência
Repassada a geração
Que no mínimo de competência
Seja menos ignorante
E com mais atenção.
Que vigie seus tais “líderes”
E que neles jamais acreditem.
Pois sábia é a sociedade que não aceita
Ser manobra de politicagem.
E com o poema de Drummond
Derradeiro essa mensagem
Nossas alucinações
São alegorias de nossa realidade.

(Inspirado em Belchior, Drummond e nossas experiências por coisas reais)

sábado, 17 de janeiro de 2015

R$ 3,50 Nem Tenta!

A multidão que se espreme
Pelas ruas se espalham
A carne que sangra
É navalha que corta
Gangrenando a coragem
Com faixas, atitudes e cartazes.

Batalhões encapuzados
Não se comove
Sem identificação
Ou identificados
Todos com o mesmo símbolo
O do Estado
O choque
Terror
Bombas voando do oitavo andar
Chama atenção
Dispersa multidão
Prende o baderneiro
Que a tarifa não quer pagar
Passa por baixo
Pula a catraca
Peça carona
Avisa o chefe
O movimento tem que aceitar
Não adianta reclamar
Quebrar, espernear
Coloco meus cães pra te caçar
Líder nato do estado
De sangue autoritário
Eu que mando
Aumento os impostos
E reduzo seu salário
Se, falta água a culpa é tua!
Arca com as consequências
Ou toma banho
Na casa de vossa excelência
O grande ditador
Ou o do raio gourmetizador
Pinta rua de vermelho
Com sangue de manifestante
E faz dessa brecha
Ciclo-faixa pra classe média
Passe Livre vira piada
Engole a seco as gargalhadas
De coxinhas e de reaças
Que na internet comenta
Ou querem tudo ou ficam com nada.
Troca – troca de secretário
Pra garantia continuada
Passa, repete, esquece.
Chega!
Vê se não me aborrece!
Passe Livre é pra todos.
3,50 Nem tenta!
Grita a voz da resistência!


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

No passo dado (pra ela)

Qual passo dado
Laço amarrado
Traço de linha acertado
Motivações que não fazem curva 
Segue-se a disputa
Sadia de fazer um do outro mais feliz
Dois mil e quinze renovados.
Minha conduta 
Postura 
Sem rodeios
Na linha reta te anseio.
Ao passado 
Presenteio 
Dois mil e catorze
Com sorriso farto
Saciado 
De tanta felicidade
Meu passo
Laço
Passível de amasso
Caminho junto
É isso aí, tamu junto!
Eu e meu amor lado a lado.
E não é de boca pra fora 
É de fora pra boca 
Delicio-me em seus lábios.
Em seus braços
Em seus seios
Em seus passos
Em seus...
Desenho os meus
E deles os meus faço.
Seu meio, meu meio.
Nosso meio 
De eternos amados.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Mundo véio tão novo

Eita mundo véio tão novo
Que ao engatinhar
tropeçando em seus erros
E fraldas por trocar.
Aplica desconfiança
em todos os olhares
Inclusive nos meus.
A falta de respeito
O tal engajamento ao preconceito.
Aniquila a luta
Fomentando arrogância.
Uma falha ou medo de segurar o refrão
De pedir o necessário perdão
Reconhecendo o erro
mesmo estando certo.
Por perto de alguém que segura o samba
E não permite o cavaco sorrir
e rir desafinado...
Até que o passo possa cair
e acabar como começou.
Empolgado, ansioso
Com esperança
De uma parca mudança
Pois bem...
Eita véio mundo que dá seus primeiros passos.
E a corda quando arrebenta
sempre desata por esses lados.

domingo, 22 de junho de 2014

Festa Junina do 91B!

Foi numa dose de quente
Em festa típica de junho
Pra enfrentar o frio
Procurando o quentão.
Lugar onde não haja tiros.
Fumaça que sai da fogueira
Pula e corre corre com o barulho.
A quadrilha se dispersa,
é apenas rojão.
Alegria de crianças,
com doces, salgados e muita comida boa.
Todo adulto é menino e guria em casa de Alice.
Fazendo numa sala apertada a comunhão.
São apenas conversas.
Risadas travessas esquentando.
Tarde fria de domingo.
O mês que lembra São João.