terça-feira, 22 de março de 2011

Ditadores das Regras


História é um barato.

Previsível como jogo de cartas marcadas.

Pelos impérios ocidentais.

Ditando regras, armando suas jogadas.

Até hoje procuram no Afeganistão.

Os vestígios de Osama Bin Laden.

No oriente médio tomam de assalto.

Toda a riqueza do solo de um povo árabe.

Saddam Hussein foi sentenciado.

Tirado do buraco como um rato.

Seu fim.

Como em tempos medievais enforcado.

Talvez o mesmo destino que maquinam.

Para Ahmadinejad no Irã.

Para os ditadores do Bahrein, Iêmen e Síria.

Mas a bola da vez é Muammar Khadafi na Líbia.

Palmas para aqueles que pregam a Democracia.

Propagando um banho de sangue e selvageria.

Palmas para os senhores da guerra.

A história nos ensina, ela se repete e nos revela.

Quem são os verdadeiros ditadores das regras.

Intervenções militares.

Armamentos bélicos de última tecnologia.

Para dizimar povos e impor o que eles chamam .

De DEMOCRACIA.

domingo, 20 de março de 2011

Autômato

Não pergunte, não estude!

Não leia, não escreva!

Não diga não se arrisque!

Não se sensibilize não se regozije!

Não seja não creia, não crie.

Não acredite não tenha fé!

Não pense, cale-se!

Não pare não saia.

Não olhe não mire!

Não queira e não se admire.

Seu querer é não saber exatamente no que quer.

Se chegar a querer algo.

Fique no se.

Esqueça!

Só não esqueça.

Não enriqueça!

Não se adapte.

Não cogite não apite, não opte.

Não reivindique!

Não apareça não pareça!

Não perca novamente a cabeça.

Não corra não ande!

Não olhe pra traz e não se levante.

Não saia da poltrona.

Não peça carona.

Não arrisque não petisque!

Não trabalhe para si.

Pois é dos outros o lucro que se tem no bolso.

Não tenha, não obtenha!

Não reclame, não procure e não se segure.

Não interprete, não cante e não se estranhe!

Não esqueça que para o Sistema.

Você é um autômato!

Uma Máquina programada!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mulheres de Aquário

Mulheres que são deusas.

Delicadas, pequenas, mas gigantescas.

Mulheres divinas e não apenas.

São de Vênus, Amazonas e de Atenas.


Mulheres mães, esposas, irmãs, filhas e amantes.

Mulheres operárias, trabalhadoras e militantes.


Mulheres lendárias.

Astutas, perigosas.

Sedutoras e revolucionárias.


Mulheres de ação.

Sem elas... Nós homens.

Não temos chão.


Mulheres como Pagu, Rosa Luxemburgo,

Maria Bonita, Rosa Parks e Olga Benário.

Como Joana D’arc, Janis Joplim, Winnie Mandela,

E as mães argentinas da praça de maio.


São alguns exemplos.

De mulheres de opinião.

Do movimento feminista.

Reverenciamos como inspiração.


Já dizia o poeta Vinícius de Moraes.

Que as mulheres da era de aquário.

São tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais.


Se o que se quer é a boa esposa.

A aquariana pousa.


Se o que se quer é outra coisa.

A aquariana ousa.


Se o que se quer é muito amor.

A aquariana é mulher macho sim senhor.


Porém não são possessivas.

Nem procuram dominar.

Ou são meigas e passivas.

Ou botam pra quebrar.


Do Sarau mais feminista de São Paulo.

Navegando continuo nesse mar.

Dessa arte eis o novo cenário.

Essa é para as mulheres da Cidade Ademar.



sexta-feira, 4 de março de 2011

Martelada no dedo

Como deve ser o gosto do amor?

Será como plantar uma flor?

Ou deve ser uma martelada no dedo,

em uma dor que acusa a própria força de violentar a paz,

de vida fria e sem valor.

O amor será a paixão calorosa e ardente?

Ou uma flor mal cuidada,

implorando pra que seja regada,

por nossos olhos cegos,

furando a parede em marteladas.

O amor é sutil como pétala de orquídea?

Ou selvagem como vício no labirinto sem saída?

O amor é tudo,

o amor é nada!

O amor é uma dor de solidão compartilhada.

* Inspirada na frase do companheiro de caminhada Bruno A. Campos

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sítio Agudo

Acordo com o canto do galo

São quatro ou cinco da manhã

Faz um bom tempo que no mato

Afasto-me de meu cotidiano afã

Região serrana e vegetação rica

O que se planta nasce

O que se colhe

A fome não tem parte

Todos vivem muito bem, obrigado

Em seu vai e vem melindroso

Levando seus garrotes e bois

Para o pasto espaçoso

Diversas plantações de frutas e legumes

Erva, feijão, macaxeiras, tomates,

Limão, bananeiras, laranjas, abacates,

Mangueiras, pé de jaca e goiabeiras,

Pé de acerola, melancia e graviola.

O nome é sítio agudo

Onde não se tem miséria, tem de tudo

Só não tem água encanada

Pois essa é tirada direto da fonte

De um poço, por baixo da terra

Que se encontra abundante

Tem o sol e tem a chuva

E o ar de maravilha pura

Os cachorros latem,

Os pássaros fazem festa

Musicando essa bela paisagem

Escurece no sítio

E na varanda iluminada apenas pela lua

Dedilho um violão

A natureza é minha devoção

Depois descanso na rede

Comungando com a avó em sua oração.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Coletivo Perifatividade

No fundão do famoso bairro do Ipiranga

Na divisa com a região do grande ABCD

Surge o movimento

Mostrando a periferia como tem que ser

Atividade alegre, com música e poesia

Ações sociais que identificam ousadia

Ousadia de quem merece de quem cresce

De quem trabalha o ano todo

Mas da cultura não esquece

Intervenções na comunidade

Mostra-se o valor da bela arte

E quem chega pra somar

Desse movimento também faz parte

Dos quadros e telas

Paredes sem reboque

Grafites, estêncil e frases soltas

Que a elite entra em choque

É o movimento da coletividade

No Sarau PERIFATIVIDADE.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Contra a repressão e a tarifa de R$3,00

Nessa quinta-feira dia 17 de fevereiro, estive na 6º manifestação promovida pela MPL (Movimento Passe Livre), que se organiza desde o inicio do ano contra o aumento da tarifa de transportes públicos do município de São Paulo.
O movimento é organizado por estudantes universitários que reivindica seus direitos de ir e vir gratuitamente, obrigação constitucional do estado.
Essa legitima e pacífica manifestação em que se .aderiram outras organizações, coletivos e partidos políticos, vem sendo reprimida excessivamente por instituições que deveriam proteger a integridade dos cidadãos, não ocorrendo isso a questão é, o que ocorre com a mentalidade desses ditos defensores da lei e da ordem pública e os representantes do povo? Eis a resposta:
A manifestação teve inicio ao meio dia, no momento em que 6 companheiros estudantes se acorrentaram nas catracas que dão acesso ao elevador do edifício da Prefeitura, às 17 horas estava programado a mobilização em frente ao edifício. A principal reivindicação era apenas uma abertura de diálogo com o Prefeito Gilberto Kassab, para um acordo de redução de tarifa que o mesmo vigorou para R$3,00 no dia 05 de janeiro. Um aumento de 11,11% absurdo e abusivo, acima da inflação.
Cheguei ao viaduto do Chá às 16 horas, já haviam alguns manifestantes no local, e o que me surpreendeu foi a quantidade de policiais com seus armamentos e escudos, que nesse horário ultrapassava o nº de estudantes. Mais ou menos por volta das 18 horas, em que contabilizamos um nº de 500 pessoas aproximadamente, na grade que nos bloqueava o acesso a porta principal da prefeitura, entre gritos e comandos de redução de tarifa, foram lançados em nós spray de pimenta pelos GCM (Guarda Civil Metropolitano), nesse momento a confusão começou, o confronto durou cerca de 1 hora, a Polícia Militar junto a tropa de choque fizeram uma linha de enfrentamento com seus escudos, atacando-nos com balas de borracha, bombas de efeito moral, e gases lacrimogênio, no máximo o que partiu de nós foram alguns rojões que acendemos por resposta e uma mínima resistência, contra a agressão. Na correria alguns de nós foram atingidos, por balas de borracha, covardemente outros policiais cinco ou seis GCM's e PM's, imobilizaram enforcando, batendo e chutando um de nossos companheiros - entre as vítimas não foram só nós estudantes que foram alvejados covardemente por esses brutamontes fardados - mas jornalistas, câmeras e até vereadores como no caso de José Américo Dias, Juliana Cardoso e Antônio Donato, todos do PT, que comprovaram que os agressores não tinham nem sequer identificação.
A manifestação perdurou até às 23 horas, horário em que os 6 companheiros foram desacorrentados e saíram pela porta central da prefeitura, foi exigido pela PM que os mesmos fossem identificados e detidos, dessa forma rolou o impasse na negociação, pois qual a alegação de violação da lei que nossos companheiros estavam assumindo? Nenhuma!!! Sendo dessa forma eles só se identificaram e saíram do local.

É mais esse episódio deprimente que prova que a ditadura de décadas passadas, ainda repercuti e está enraizada na mentalidade dessa instituição chamada POLÍCIA MILITAR, sem preparo e sem o mínimo de respeito para com os cidadãos que luta pelos seu direitos. A mentalidade dessa representação política medíocre e aliada aos empresários e a burguesia, também nos comprova que a luta só está começando.