quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Horário da novela.

Alguém desliga o interruptor
Dessa máquina de alienação
Alguém por favor me explica
Porque esse troço não fora projetado
para melhorar nossa educação.

Alguém, será que alguém
me dê uma luz...
E não essa luz multicolor,
que ofusca minha visão.
Alguém por favor desliga esse troço,
se não sou capaz de quebrar essa maldita Televisão.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ela é a sensação

Ela é a sensação
Quando ela chega
Quando ela fala
Ela se impõe
Por vezes ela causa
Ela é a sensação
Que me comove
Que me envolve
Que me faz sentir bem
Faz de mim um ser feliz
Quero que vejam,
que a faço feliz também
Nem que seja
Alguns segundos
Poucos minutos
Algumas horas
Ela causa
E me causa
Uma maravilhosa sensação
Gostosa sensação
De ser querido
Ser correspondido
Ela é minha sensação.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

7 de Setembro - GRITO do IPIRANGA




Bairro de um famoso grito
Mas grito de quem?
De uma antiga monarquia anunciando seu declínio?
Ou seu novo modo de anunciar o assalto?
Então com espadas em punhos
Mãos para o alto!
Disse um carinha chamado Dom Pedro.
Ressaltando dependência ou morte.
A escolha foi feita
Dependência da elite podre
De um imperialismo de seu comércio fútil e torpe
Nessas margens plácidas impregnadas de sujeira
Moro próximo de suas fontes
Desse rio poluído que vira reduto
Pelos infelizes viciados no crack
Parque do Estado
Mais conhecido
Pelo maniaco do parque
Recentemente casado.
Que encontrou sua felicidade
Atrás das grades
Savério, Bristol, Água Funda
Clímax de um orgasmo
Desse vulcão de multidões
Aceitando calados
Essa história de corrupções
Todos vítimas da dependência histórica
do conformismo, alienações, roubo, violências e mentiras
Urubu nessas margens
Nem provou dessas carniças
De pessoas mortas vivas.
Mas também aplaudiu os fantasiados
No 7 de Setembro
Naquele museu de arquitetura imperialista
Moro no Ipiranga se bem me lembro
Que em Tupi é "água roxa" de margens avermelhadas
índios, caboclos, cafuzos, crioulos e bandeirantes
Agora só nos terreiros manifestando seus conselhos
Na Av: Ricardo Jafet sentido a Santos Imigrantes.
Mas se fazem questão de comemorar a independência
Então sejamos independentes
Desligo a TV, rasgo os livros didáticos
Me liberto dessas correntes.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Líquida Tristeza

Derramei a tristeza, como um líquido venenoso

De uma garrafa de vinho barato

Escorreru-se pelo esgoto

Pela estrada, deixei passos e pegadas

As marcas que não foram cicatrizadas

De uma vida, martirizada

Eu corri, como um menino, rindo da própria desgraça

Prossigo no isolamento incomum

A consciência, em trevas, não há beleza em lugar algum

Só pessoas e atitudes perversas, tristeza em comum.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lembranças do agora.

Minhas lembranças
Nostalgias de minhas andanças
Ruas e vielas, morro,
ladeiras de minha favela
Flor do monte que ofereço a ela
Meu passado me condena
Meu presente é minha sentença
Tão sublime,
que nem mereço tal recompensa
Passado obscuro,
encontrando o fim do mundo
Mas o mundo se renova
Seu fim traz experiências de outrora
Favela que cresce de hora em hora.
Nostálgicas lembranças do agora.

sábado, 6 de agosto de 2011

O mudo e o violão.


Naquele banquinho ele estava só.
E parecia distante...
Ele e seu violão.
Eu, observava-o de longe,
e ia apreciando a harmonia.
Que ele descontraidamente,
tirava daquelas seis cordas.
Não abria a boca pra nada.
E de cabeça baixa.
Ele ia dedilhando.
Ele ia olhando...
Como que admirando.
A manipulação de seus dedos.
Construindo cada acorde.
Extraindo cada som.
Que sem palavras,
Interpretava a vida e a morte.
De quando em quando mudava o tom.
Mas a vibração de cada corda.
Me parecia dizer alguma coisa...
E ela dizia.
"Sou apenas um mudo.
Morto na linguagem.
Mas vivo na emoção.
Quem quiser me ouça.
E quem quiser tire a própria conclusão."

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dose de Nostalgia

Me vê a dose de um Whisky antigo.
Para com o tempo, melhor possa eu me embriagar.
Me vê aquele cigarro com puta mal trago bandido.
E na fumaça. esse mesmo tempo, possa me roubar.
Me vê a maior quantidade de vícios seus,
pra que eu possa ao menos escolher.
A qual delas vou me adaptar.

Me vê suas lembranças e sonhos perdidos.
Quem sabe até posso divagar...
E rir um pouco,
dessa sua tal nostalgia.
E nos tempos em que falávamos de revolução e rebeldia.
Que agora virou piada em nosso estranho dia dia.
Mê vê esses tempos que não mais voltam.
Mas apenas em nossas memórias.
E volta, nos enganando.
Fazendo com que apenas fiquemos pensando.
Que vivíamos em um tempo bom...