"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias." Pablo Neruda
segunda-feira, 26 de maio de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Conjuntura Política
Relevante
ausência
De uma
postura correta
Incerta na
meta
Declaro
anuência
De minha
conduta
Promiscua.
Na
conjuntura política
Estamos a
deriva de um mar
Num barco
desembestado
No
pós-naufrágio
Certo é
domesticar-me
Filiado da
anarquia
Levantando a
bandeira Negra
Do luto
eterno.
Demasiado
sofrimento
Cansado do
ódio
E descansado
no amor
Que me
consola e impulsiona
A atira-me
no lodo da militância
Como doença
venérea.
Sarcástico
Sr.
Doutor.
Que tira
licença
Pra mendigar
fortunas
Da riqueza
da pátria.
Na direita
que se desvia.
E pra
qualquer momento perdido
Veste a
camisa rasgada do povo
e diz que é
social.
Os DITADORES
estão aí!
Não largam o
osso.
Paredão de
fuzilamento
Pra eles é
pouco!
Manifestem-se
cavalheiros
Da classe de
ascensão sonâmbula.
Embriagada
Com suas
caras pintadas
Pedindo
retorno
Da politica
militarizada.
Por mais que
buscamos a PAZ!
Pra esses só
restam a bala!
E a bandeira
verde e amarela
Manchada de
vermelho.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Quando estivermos a sós.
Quero apenas.
Mergulhar em tuas coxas
Embebedar-me de prazer
Lamber teus lindos seios
Ao som do seu gemido
Chegar ao auge
Falar coisas que só eu digo!
Pareço-me criança
Ao lado da mais linda mulher.
Com carícias
Palavras,
Perversidades
Ao pé do ouvido...
Só as quatro paredes é quem sabe!
Ou o colchão molhado de suor,
Adereços não importam.
Você nua que é foda!
Que coisa mais gostosa
Que causa,
Você é a verdadeira causa.
Da minha satisfação.
Sedenta pelo 69
Que explode,
Saciando minha língua.
Lubrificando a vagina para minha
Exaltação,
Que penetra, que invade,
Que te deixa querendo mais
E implora pra que eu não pare!
O que mais quero.
É você louca.
Ejaculo minha excitação.
E ao colocar sua roupa.
Pule em cima de mim tirando-a de novo.
E ao nosso jeito animal,
Brusco.
Sentimentos que margeia a tentação.
Amor,
Paixão sedenta
Pelo calor um do outro
Pra chegarmos a mais um ápice
E ao Clímax.
Turbilhão de adrenalina.
Quando estivermos a sós.
Só as quatro paredes é quem sabe!
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Mês de janeiro merece poesia!
Com pitada
da nostalgia,
de um ano que passou.
Com a companheira
que presenteia amor.
Com calor...
Um poema de luta
Resistência
do dia a dia.
Janeiro é um poema!
Com a cautela e a rebeldia.
Da boemia que causa e me causa!
Do sol e da chuva
Que alivia o suor e traz
Melancolia.
Janeiro é poesia
que reivindica
É esperança.
Organização.
Guerras anunciadas
Não denunciadas
Nunca foram declaradas.
Declaramos nós!
Estamos em guerra contra o Estado!
A guerra do povo,
que almeja sair da desgraça.
Janeiro é começo
É o fim
É poesia
Anunciando
O que está por vir.
Mês de Janeiro
merece poesia!
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Há beleza na divergência
Há,
algo de belo
em uma discussão
em meio a paz,
há o que temer!
Nos termos e vocabulários
Extraímos o extraordinário
O essencial
Pra foder tudo!
Há sempre algo de belo
Nas ásperas de um movimento
na partilha
no partido
na divergência!
Há,
o que dizer do crime
que cometemos
por nossa injusta inconsciência
E ainda nos comprometemos.
...
Eu apoio
acho lindo,
vão em frente!
Mas não me comprometo!
algo de belo
em uma discussão
em meio a paz,
há o que temer!
Nos termos e vocabulários
Extraímos o extraordinário
O essencial
Pra foder tudo!
Há sempre algo de belo
Nas ásperas de um movimento
na partilha
no partido
na divergência!
Há,
o que dizer do crime
que cometemos
por nossa injusta inconsciência
E ainda nos comprometemos.
...
Eu apoio
acho lindo,
vão em frente!
Mas não me comprometo!
domingo, 13 de outubro de 2013
Ácrata
O que tenho
São meus protestos
Malditos versos
Que amam a desordem
Essa sim
Quer-me a toda hora
Com pênis ereto
Obelisco
De afirmação machista
Com perna aberta
Pra trepar revolução!
E a sociedade
Ao gozo das imposições de ordem
Princípio de suicídio
Afundando-se em papéis da burocracia
O que tenho
Além dos protestos
Mais mesquinhos
Pequeninos
Na imensidão
das
necessidades
Versos agraciados
Que se curvam
A gramática da vaidade
Da pontuação e da concordância
Respeitando a forma culta de uma palavra.
Foda-se!
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Ciúmes
Ele é navalha
E Sangra a pele
Couraça e
armadura
É a brecha
fissura
granito
E grita...
Pelo ódio
Transbordando
Alagando
Residências
E ao pedir
clemência
É ainda mais cruel
Com lágrimas
De seu fel
Insano
No engano
Na mentira
Corja
Que assassina
A esperança!
Numa dança
Derretendo-se
Como ártico
Que lentamente
Despiu-se
Mostrando sua
nudez.
Não perdendo
A característica
Fria e calculista
É o medo
Verdade
absoluta!
A vergonha de
viver.
A causa e o
efeito.
A imoral
O defeito
A imortal
inconsciência.
De sentir-se
menos.
É a venda nos
olhos.
O ato e o remorso.
Perseguição,
preguiça.
É o pelo no ovo.
Cobiça!
É o amor em
regresso
Possesso
Em possuir
Dominar e exigir.
As correntes
Que nos prende.
A não avançar
Não prosseguir.
(Paulo Rams)
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