quarta-feira, 9 de abril de 2014

Conjuntura Política

Relevante ausência
De uma postura correta
Incerta na meta
Declaro anuência
De minha conduta
Promiscua.

Na conjuntura política
Estamos a deriva de um mar
Num barco desembestado
No pós-naufrágio
Certo é domesticar-me
Filiado da anarquia
Levantando a bandeira Negra
Do luto eterno.
Demasiado sofrimento
Cansado do ódio
E descansado no amor
Que me consola e impulsiona
A atira-me no lodo da militância
Como doença venérea.

Sarcástico
Sr. Doutor.
Que tira licença
Pra mendigar fortunas
Da riqueza da pátria.
Na direita que se desvia.
E pra qualquer momento perdido
Veste a camisa rasgada do povo
e diz que é social.

Os DITADORES estão aí!
Não largam o osso.
Paredão de fuzilamento
Pra eles é pouco!
Manifestem-se cavalheiros
Da classe de ascensão sonâmbula.
Embriagada
Com suas caras pintadas
Pedindo retorno
Da politica militarizada.
Por mais que buscamos a PAZ!
Pra esses só restam a bala!
E a bandeira verde e amarela

Manchada de vermelho.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Quando estivermos a sós.



Quero apenas.
Mergulhar em tuas coxas
Embebedar-me de prazer
Lamber teus lindos seios
Ao som do seu gemido
Chegar ao auge
Falar coisas que só eu digo!
Pareço-me criança
Ao lado da mais linda mulher.
Com carícias
Palavras,
Perversidades
Ao pé do ouvido...
Só as quatro paredes é quem sabe!
Ou o colchão molhado de suor,
Adereços não importam.
Você nua que é foda!
Que coisa mais gostosa
Que causa,
Você é a verdadeira causa.
Da minha satisfação.
Sedenta pelo 69
Que explode,
Saciando minha língua.
Lubrificando a vagina para minha
Exaltação,
Que penetra, que invade,
Que te deixa querendo mais
E implora pra que eu não pare!
O que mais quero.
É você louca.
Ejaculo minha excitação.
E ao colocar sua roupa.
Pule em cima de mim tirando-a de novo.
E ao nosso jeito animal,
Brusco.
Sentimentos que margeia a tentação.
Amor,
Paixão sedenta
Pelo calor um do outro
Pra chegarmos a mais um ápice
E ao Clímax.
Turbilhão de adrenalina.
Quando estivermos a sós.
Só as quatro paredes é quem sabe!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Mês de janeiro merece poesia!

Com pitada 
                   da nostalgia,
de um ano que passou.
Com a companheira 
que presenteia amor.
Com calor...
Um poema de luta
Resistência 
do dia a dia.
Janeiro é um poema!
Com a cautela e a rebeldia.
Da boemia que causa e me causa!
Do sol e da chuva
Que alivia o suor e traz
Melancolia.
Janeiro é poesia
que reivindica
É esperança.
Organização.
Guerras anunciadas
Não denunciadas
Nunca foram declaradas.
Declaramos nós!
Estamos em guerra contra o Estado!
A guerra do povo,
que almeja sair da desgraça. 
Janeiro é começo
É o fim
É poesia 
Anunciando
O que está por vir.

Mês de Janeiro 
merece poesia!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Há beleza na divergência

Há,
algo de belo
em uma discussão
em meio a paz,
há o que temer!

Nos termos e vocabulários
Extraímos o extraordinário
O essencial
Pra foder tudo!

Há sempre algo de belo
Nas ásperas de um movimento
na partilha
no partido
na divergência!

Há,
o que dizer do crime
que cometemos
por nossa injusta inconsciência
E ainda nos comprometemos.

...

Eu apoio
acho lindo,
vão em frente!
Mas não me comprometo!


domingo, 13 de outubro de 2013

Ácrata


O que tenho
São meus protestos
Malditos versos
Que amam a desordem
Essa sim
Quer-me a toda hora
Com pênis ereto
Obelisco
De afirmação machista
Com perna aberta
Pra trepar revolução!
E a sociedade
Ao gozo das imposições de ordem
Princípio de suicídio
Afundando-se em papéis da burocracia

O que tenho
Além dos protestos
Mais mesquinhos
Pequeninos
Na imensidão
das necessidades
Versos agraciados
Que se curvam
A gramática da vaidade
Da pontuação e da concordância
Respeitando a forma culta de uma palavra.
Foda-se!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ciúmes

Ele é navalha
E Sangra a pele
Couraça e armadura
É a brecha
fissura
 granito
E grita...
Pelo ódio
Transbordando
Alagando
Residências
E ao pedir clemência
É ainda mais cruel
Com lágrimas
De seu fel
Insano
No engano
Na mentira
Corja
Que assassina
A esperança!
Numa dança
Derretendo-se
Como ártico
Que lentamente
Despiu-se
Mostrando sua nudez.
Não perdendo
A característica
Fria e calculista
É o medo
Verdade absoluta!
A vergonha de viver.
A causa e o efeito.
A imoral
O defeito
A imortal inconsciência.
De sentir-se menos.
É a venda nos olhos.
O ato e o remorso.
Perseguição, 
preguiça.
É o pelo no ovo.
Cobiça!
É o amor em regresso
Possesso
Em possuir
Dominar e exigir.
As correntes
Que nos prende.
A não avançar
Não prosseguir.

(Paulo Rams)